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A PMES DEPOIS DA ANISTIA – TEXTO 02

Chega à Assembleia Legislativa do Espírito Santo uma proposta de suspensão dos quadros de acesso da PMES. Na prática, significa que, mais uma vez, o governo Casagrande mostra diferença em relação ao anterior.

A suspensão da publicação dos Quadros de Acesso abre um precedente importante para que as mudanças surjam com legitimidade.  Mas é preciso ter cuidado. Entre as medidas fundamentais é necessário:

Compatibilizar o melhor da experiência profissional com perspectivas de ascensão meritocrática é algo que deve ocupar a centralidade das mudanças;

Definir o que vai passar a ser meritocracia é urgente. Não se pode tomar como meritocracia a nota obtida num curso de formação, quando o aluno nem imaginava que em algum momento da vida aquilo seria cobrado para critério de promoção. Nesse caso, o mais sensato seria o retorno da prova à graduação de cabo, preservando a garantia de promoção pelo critério de antiguidade;

Garantir a obrigatoriedade do Teste de Avaliação Física (TAF) para todas as promoções, tanto de Praças quanto de Oficias;  

Manter o exame antidoping como indispensável ao ingresso no Quadro de Acesso (QA), tanto de Praças quanto de Oficias;

Debater o Curso de Habilitação de Oficiais Administrativos (CHOA) com todos os interessados, preservando a perspectiva de promoção de quem já fez o extinto (CAS), mas possibilitando também que, a exemplo de outros estados, Primeiros Sargentos possam fazer;

Conferir peso expressivo ao curso superior,  que, no pacote de maldades de PH e seus Vassalos, foi tratado como insignificante;

Facilitar ainda mais o expurgo de policiais que eventualmente se envolverem com criminosos.

Sim, o governo está começando bem. Mas todo cuidado é pouco!

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