Segurança Pública

A Polícia que salva!

Durante 24h por dia o trabalho policial se apresenta em inúmeras modalidades. Assim, diuturnamente, a polícia precisa prender, apreender, proteger, etc. Mas de todas as responsabilidades que se situam na reserva de competências da Polícia, é possível que nenhuma outra seja tão nobre quanto salvar. Afinal, um criminoso que escapa hoje pode ser preso amanhã. Por sua vez, um inocente cuja vida não foi assistida tempestivamente poderá ter o destino mais triste e indesejável.

Assistir  – no sentido de prestar assistência –  é a mais elevada missão das polícias no mundo. Muitas vezes a assistência pode ser um divisor de águas entre a vida e a morte. Obviamente, se assistência obedecer aos melhores critérios, prevalecerá a vida. Eis o caso.

Na tarde dessa terça-feira, dia 12, uma guarnição da 14ª Cia Ind da PMES salvou uma criança. Durante um patrulhamento preventivo regular pela Avenida Guarani, Bairro das Laranjeiras, Serra, os integrantes da viatura 2996 (Sd Scamparle e Sd Damaceno) ouviram um pedido de socorro. Atentos ao serviço, os militares pararam e foram averiguar a situação.

Tratava-se de uma criança, a pequena Sophia, que estava engasgada. Sophia já estava com o rostinho roxo, evidenciando que a morte se revelava iminente. Entretanto, com conhecimentos de primeiros socorros e a calma própria dos vocacionados para o ofício que abraçaram, os militares executam a chamada “manobra de Heimlich”, por meio da qual a pequena Sophia voltou a respirar normalmente.

O heroísmo dos policiais foi reconhecido até pelo ex-jornal A GAZETA, conhecido por tratar a PMES como “saco de pancadas”, desde que esse grupo de comunicação renunciou ao jornalismo para virar assessoria de imprensa de Paulo Hartung.

Observa-se sem esforços a complexidade do trabalho policial. Enquanto os nobres militares salvavam a Sophia, outros estavam apreendendo armas de fogo na rua, outros realizando a prisão de foragidos na justiça, e ainda outros tantos realizando acompanhamento para tentar prender em flagrante criminosos que acabavam de perpetrar crimes.

Das mudanças de cultura política mais expressivas hoje na vida brasileira, ouso dizer que o fim da “bandidolatria” revelar-se-á uma conquista geracional.

Em 1992, o delinquente moral chamado Caco Barcelos tentou desmoralizar a mais importante fração de uma das Polícias Militares brasileiras, a ROTA – SP. Na ocasião o delinquente moral escreveu ROTA 66, história da Polícia que mata. Quem leu o livro sabe que era a mais despudorada satanização de uma instituição policial já registrada no Brasil. O mesmo delinquente moral escreveria dez anos depois – em 2002 – uma quase declaração de amor a um criminoso de altíssima periculosidade. Desta feita era o livro ABUSADO, O Dono do Morro dona Marta.

No Espírito Santo, quando Camila Valadão, uma já esquecida militante de esquerda, atacou o BME, prestei-lhe uma homenagem em que cito os referidos livros no texto Camila Valadão, as flores, os canhões e um pouco de polícia!

Em outra oportunidade, tive que responder ao meu homônimo Maurício Abdalla, espécie de Marilena Chauí da UFES. Foi no texto Minha resposta a Maurício Abdalla, professor da UFES!  

Por fim, na era da comunicação rápida, da inevitável transparência nos atos dos agentes públicos, sobretudo os de segurança, a satanização do trabalho policial perde força. Perde força também a bandidolatria, que tenta justificar a prática de crimes a partir de nossa histórica desigualdade social, falácia negada por qualquer análise minimamente honesta. Diante de uma reorganização das bases que erguem o pensamento brasileiro, abrem-se os precedentes para que os indivíduos sejam tratados conforme o papel que desempenham no organismo social.

É isso que nos garante chamar hoje os Soldados Scamparle e Damaceno de heróis.

E pelo ato deles desejamos:

Vida longa, Sophia!

         

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