Política Nacional

Ano 2050, aula de história do Brasil!

O professor chega à sala de aula de nono ano, observa os adolescentes de 14 anos no despertar da consciência crítica, todos tentando entender, não a periodização da história geral, mas uma parte da história do seu país. A curiosidade se volta especialmente para o período entre 1989 e 2018, parte da chamada Nova República, o período iniciado com o fim oficial do Regime Militar, iniciado em 1964. Entre todos os curiosos, o aluno Gustavo vai direto ao assunto e pergunta:

– Professor, é verdade que em 2018 o Presidente Bolsonaro foi eleito tendo apenas sete segundos de tempo em televisão?

O professor responde:

– É verdade. Mas não foi apenas isso, Gustavo.

Segue o professor.   

Bolsonaro teve contra si a principal emissora de televisão do Brasil. Teve contra si todos os jornais do Brasil. Teve contra si a esmagadora maioria dos artistas, sobretudo os beneficiários de uma lei chamada Rouanet. O tal movimento feminista, que não tinha qualquer identidade com as mulheres brasileiras, apenas com o delírio de suas partícipes, também foi contra Bolsonaro.

Além desses grupos, jovens que declaravam qualquer simpatia ao candidato eram hostilizados por professores em escolas públicas. As universidades, que nas áreas de humanidades formavam ilhas sem qualquer conexão com o mundo real, preferiram o candidato apoiado por um presidiário a ver Bolsonaro eleito presidente.  

E mais. O mesmo candidato foi vítima de um atentado, praticado por um fanático esquerdista. Mesmo assim, entregue a cuidados médicos, no último debate foi criticado por não ter podido participar.

Outra questão: todos os partidos, em geral liderados por velhos expoentes da ladroagem nacional, formalizaram um boicote geral contra o candidato, sobrando apenas o nanico PRTB, cuja irrelevância o fez esquecido na ocasião de formalização do boicote.

O candidato Bolsonaro foi apresentado pela imprensa como o maior perigo a ser combatido, como um risco de retrocesso, espécie de encarnação demoníaca. Enquanto o criminoso que já havia sido presidente tinha camuflada a sua condição de presidiário para, assim, o poste apoiado por ele levar alguma vantagem.

Antes que o professor seguisse, Gustavo interveio e perguntou:

Como esse cara foi eleito, professor?

Agora sem medo de ser olhado com nojinho por seus colegas de profissão, o professor respondeu:

Bolsonaro teve três fortes aliados:

Sua história

A verdade

E a inteligência do povo brasileiro

Gustavo – encerra o professor -,  2018 foi o ano em que o “homem médio brasileiro” resolveu jogar na lata do lixo o receituário produzido em redação de jornal. Além disso, Bolsonaro contou também com as redes sociais, por meio das quais os candidatos puderam se comunicar com eleitores sem a mediação do filtro ideológico esquerdizante que dominava a imprensa e a intelligentsia brasileiras.

Assim, Bolsonaro virou presidente do Brasil!

(Bateu o sinal anunciando o fim da aula)

 

  1. Bessa

    Sensacional… que assim seja

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