“Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido (…)”.

Zygmunt Bauman (“Amor líquido”)

 

Há os que romperam a “fronteira” da música com a literatura – muito criticados por João Cabral de Melo Neto. Mas há os rompem os limites entre ciência e arte. Eis aí um exemplo. Bauman fala do amor não como cientista social, mas como um investigador da alma, um decifrador de sentimentos, um poeta do possível. Isso o faz permanente, a despeito de já não estar por aqui. Gigante, Bauman!

 

Por Maurício Reis de Sousa