Política Nacional

Bolsonaro até aqui!

É possível que este blogueiro tenha sido um dos últimos policiais a decidir votar em Bolsonaro. Obviamente, entre as explicações está o fato de que não penso segundo os manuais não escrito que, em geral, aprisionam o pensamento de corporações em algumas gaiolas mentais. O mundo é muito maior do que qualquer instituição a que se possa pertencer.  

Minha demora em decidir o voto tinha uma explicação central: qual o grau de veracidade da adesão de Bolsonaro a uma perspectiva liberal para a economia brasileira. O tempo está mostrando que Bolsonaro não estava brincando. Paulo Guedes tem autonomia.

A coragem de Bolsonaro está deixando nosso subjornalismo sem rumo. A Globo e seus artistas politicamente corretos esperavam que o governo fosse fazer do debate de costumes uma prioridade. Nada disso. As prioridades  são a economia e a segurança pública.

Já neste início de governo, Bolsonaro prestou uma grande contribuição para que, antes de ser preso, Renan Calheiros não se tornasse Presidente do Congresso mais uma vez.

Na Câmara Federal Bolsonaro ajudou a emplacar mais uma vez o Rodrigo Maia, que, embora não seja nenhum arauto da  moralidade, tem compromisso público com as reformas de que o Brasil precisa.

Além disso, o governo já informa que vai privatizar o que puder, deixando fora do futuro programa de privatizações apenas Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobrás.

Outro ponto que caminha para o centro da agenda pública na iminente reforma administrativa é o fim da estabilidade no serviço público.

Ao contrário do que muita gente pensa, por má fé ou por ignorância, ou pelas duas coisas juntas, a estabilidade no serviço público penaliza o bom servidor e prestigia o preguiçoso e acomodado.

Criar regras claras que permitam despachar os servidores preguiçosos e descomprometidos é uma prática nas principais economias do mundo. O Brasil  não pode ficar para trás. Enxugar os espaços nos quais se amontoam servidores públicos que fingem trabalhar é uma tendência inevitável de um desenho que se pretende realmente liberal. Esse é caminho para o qual a equipe econômica parece querer conduzir o Brasil.

Portanto, policiais que esperavam de Bolsonaro um Presidente de associação, disposto a defender pleitos meramente corporativos, provavelmente irão se decepcionar. Por outro lado, brasileiros  que esperavam um Presidente da República que, em pouco tempo, encarnasse a liturgia do cargo, que rejeitasse as futricas comportamentais e se dispusesse a libertar o Brasil das correntes ideológicas que aprisionam o presente e o futuro já têm o que comemorar.  Sim, o governo já é um sucesso. Não pelos resultados. Mas pelo que se desenha.  

 

     

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