Segurança Pública

Eliane Cantanhêde, a Moral de Esgoto e a Ceia dos Hipócritas!

Nenhum país chega ao fundo do poço por um acaso. É compreensível, portanto, que o processo de retorno à superfície seja demorado. E no trajeto de emersão há sempre o risco de uma nova queda, o que exige novos esforços para o recomeço.

O Brasil resolveu se mover no túmulo! Como um indivíduo cujo corpo falsamente foi diagnosticado como morto, de repente o país parece ter sentido o desconforto do caixão, e antes que se iniciasse o arremesso de terras sobre o suposto morto, ele emitiu sinais vitais. Na cerimônia do velório, antes que o ritual se encerrasse, houve quem percebesse e gritasse: “ele está vivo, abre o caixão”.

Desvio-me da metáfora e retorno. A reação foi política e democrática. Mas o sistema que bestializa as escassas possibilidades de pensamento teima em enterrar um indivíduo, cujos sinais vitais ainda se fazem evidentes.

Eliane Cantanhêde, correspondente da Globo News nos Estados Unidos, está aí para provar. Ao se referir a uma operação da Polícia do Rio de Janeiro, cujo desfecho foi a morte de 13 criminosos, ela teve um “ataque” de “pensamento” capaz de constranger até Dilma Roussef.

Eliane Cantanhêde não se conforma com o fato de que os mortos (que ela chama “baixa”) tenham sido [só] do lado dos criminosos. Entendi.

Seguindo o raciocínio da jumenta, apresento a seguinte hipótese a ela, que mora nos Estados Unidos, cuja legislação facilita a posse de armas:   

-Numa bela noite, depois de apresentar uma profunda reflexão sobre o trabalho da Polícia brasileira, Eliane Cantanhêde chega a sua casa e vai celebrar os anos de trabalho com o marido, que [na hipótese] tem posse de arma de fogo, conforme possibilita a legislação norte americana. Durante a confraternização, dois criminosos armados adentram a casa na qual os quatro membros da família ceiam, Eliane, o marido e duas filhas. Rapidamente, o senhor Gilnei Rampazzo, marido dela, pega a arma e se inicia uma troca de tiros na área de lazer da residência da família. Felizmente, Gilnei consegue alvejar um dos criminosos, que morre no local. Enquanto o outro foge. Felizmente, nenhum familiar ficou ferido. Do lado dos criminosos, entretanto, houve uma “baixa”.   

Segundo a régua moral com que Cantanhêde mede os confrontos, uma das filhas, ela ou marido, teria de ter morrido para que a situação de equilíbrio e proporcionalidade tivesse sido respeitada. É aviltante. Por amor aos bandidos, essa gente é capaz de odiar a própria família.

Resta evidente que as querelas “familiocratas” que permeiam o ambiente do debate político brasileiro não passam de questiúnculas quando comparadas ao que realmente interessa, ou seja, nossa cultura “bandilodrata”.

Portanto, não foi fácil constatar que havia vida no corpo que seria sepultado. Por isso mesmo é preciso ter cuidado para não retornarmos ao fundo do poço, onde as coisas são vistas pelo contrário do que realmente representam. Lá, policial bom é policial morto. Afinal, na ceia dos hipócritas serve-se na bandeja a cabeça do próprio filho. Tudo por amor a um “vida loka”.   

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