Educação, Política

Feminismos, Feminazis, “Culhões”, Fé e Política: minha resposta a Ivina Langsdorff!

Usei minha página no facebook para um comentário  comparativo a respeito da fala de Temer no Dia Internacional da Mulher. Recebi um ataque grosseiro como resposta. Resolvi prestar uma homenagem a minha agressora. Ela em Arial e eu em Negrito. É longo. Muito Longo. Talvez valha a pena!

Escrevi:

QUE FEMINISMO É ESSE?

Fico feliz em ver algumas mulheres indignadas com as declarações do Presidente Temer, consideradas por elas ofensivas. Lamento apenas não ter visto qualquer indignação quando Lula se referiu às militantes como “mulheres do grelo duro”. Diante da situação, fico a pensar que mais importante que defender as mulheres (em quaisquer situações) talvez seja criticar o Temer. A tese não resiste a cinco minutos de contraditório e ampla defesa.

Recebi de Ivina Langsdorff o seguinte gracejo como comentário:

“Quando temos um homem corajoso/ poderoso, dizemos que esse homem “tem culhão”. Percebe-se a relação entre o órgão sexual masculino a coragem e força. Uma pessoa que “não tem culhao” é considerada fraca. Mulheres nao tem culhão, e quando são poderosas e fortes, é comum usarmos a expressão “é mais macho que muito homem”. Percebe-se uma associação entre o sexo feminino e a fraqueza. Para uma mulher ser forte, tem que ser homem. Mulheres por natureza, sem culhão, são frágeis. As mulheres corajosas que conheço não possuem culhão, possuem grelo, duro ou mole. A cada 11 minutos uma pessoa com grelo é agredida por uma pessoa com culhão. Você tem culhão para criticar demagogicamente o feminismo. Mas não teve culhão para criticar e combater o machismo em sua página”.

 

MINHA RESPOSTA:

Mulheres sem grelo ou homens com “culhão” pouco me interessam. Meu sistema de valores não tem fixação com a genitália de ninguém. Eu me ofendo com qualquer agressão que uma mulher sofra, independente de suas convicções políticas, de sua cor de pele ou da renda mensal dela. Minha reflexão não faz da genitália ponto de partida ou de chegada. Conheço bem essas metáforas. E quem me conhece sabe que as rejeito de modo peremptório. Associar coragem à genitália não me parece bom sinal de inteligência. É preconceituoso, obscurantista. Até porque alguém que “não possua a genitália” pode ser portador de boa coragem também. E se a pretensão é transformar libido em sintoma de coragem, eu também discordaria porque julgo que até os assexuados podem ser corajosos. Sigo.

Querida! Não tenho qualquer pretensão de lhe dar provas de minha coragem, muito menos de lhe expor “meus culhões”.  Na minha página (Blog ou Facebook) escrevo sobre o que quero. E quando quis, escrevi, sim, sobre temas sensíveis, como VIOLÊNCIA CONTRA MULHER PRATICADA POR POLICIAIS.

Não o fiz por coragem. Nem deixaria de fazer por medo. Eu o fiz por um dever moral. O mesmo dever que me leva a lamentar o silêncio dos que se calam quando a ofensa a uma mulher parte dos aliados ideológicos.

Não tenho bandido de estimação, nem machista que admiro. Não tenho agressores de mulheres (que eu saiba!) no meu ciclo de convivência. Estou longe dessa gaiola mental que acha que a alguns companheiros são concedidas “licenças poéticas às avessas” para ajustar seus termos a uma pretensa tradição regional.

Não. Critico Temer por suas falas infelizes e por suas relações promíscuas com empresários, com o mesmo destemor que critico Lula pelo seu enriquecimento familiar mal explicado e por suas ofensas grosseiras, como disse Fernando Gabeira, sobretudo a quem sempre o apoiou.

Isso não guarda relação com genitália, talvez seja apenas uma questão moral a serviço de uma visão de mundo. Eu escolhi ser livre. E você acaba fortalecendo minhas convicções quando ousa me atacar sem me conhecer com suficiência. Se as regras do Direito no Brasil fossem aquelas que habitam meu pensamento, pelo que já se sabe sobre Lula e Temer, ambos estariam junto com Marcelo Odebrecht, na mesma cela. Mas me curvo às regras da democracia e do estado de direito.

EU SAÚDO A LIBERDADE EM TODOS OS SENTIDOS!

A liberdade que uma mulher usa para beijar a boca de outra em praça pública não é mais importante que aquela a que uma mulher recorre para dobrar seus joelhos num templo religioso e mostrar sua profissão de fé. Definitivamente, não!

isso é liberdade?

A liberdade que uma mulher usa no primeiro período de qualquer curso da ufes para exibir um cigarro entre os dedos (ou fumar maconha!), julgando ser isso sinal de sofisticação, não é mais importante que a liberdade utilizada para outra mulher ir ao supermercado e de lá trazer uma surpresa para seu marido. Digo mais: a liberdade que uma mulher usa para defecar sobre a foto de um político em praça pública não é mais importante que a liberdade de que uma mulher faz uso para dizer que se trata de uma atitude nojenta, anti-higiênica e de efeitos contraproducentes.

Não é o apreço pela genitália que leva alguém a estas conclusões. É apreço aos livros. Por isso, aprendi que todos os delírios esquerdistas quando ampliados pelo conjunto da sociedade acabam em tragédia. Claro que as condições para tanto vão se construindo aos poucos.  A negação do individuo é ponto de partida para qualquer postulação esquerdista que se pretenda portadora de algum alcance teórico. Na belíssima obra, Sussuros, a vida privada na Rússia de Stalin, Orlando Figes vai ao ponto nevrálgico desse delírio, ao afirmar que:

“Um verdadeiro Bolchevique (ou esquerdista qualquer) expulsará prontamente de sua mente ideias nas quais acreditou por anos. Um Bolchevique verdadeiro submergiu a tal ponto sua personalidade na coletividade, “o Partido”, que pode fazer o esforço necessário para desligar-se das próprias opiniões e convicções… Ele deve estar pronto para acreditar que preto é branco e que branco é preto, se o Partido assim exigir (…)”..

isso não é liberdade?

Ora, um esquerdista de pequenas comportas age como um religioso. Mas com uma diferença em relação aos religiosos tradicionais. Um religioso tradicional orgulha-se de sua fé, enquanto o esquerdista se orgulha de negá-la.


Quem leu (eu li!) As formas elementares da vida religiosa, de Émile Durkheim, verá que o norte  daquele gigante  da sociologia é identificar os traços mais comuns entre as diversas formas e expressões de religião. Ou seja, Durkheim busca entender a natureza da religião a partir de formas [mais] elementares, que podem ir do totemismo australiano ao budismo, sem excluir as “grandes religiões” monoteístas que ele passou a observar. Por exemplo, o sagrado e o profano estão em todas. Ele identifica pontos comuns. Não estou associando Durkheim à esquerda. Ele, como pensador, precede esse antagonismo e está acima dele. Registro apenas que ele deixa claro que “os grupos” pressupõem crenças, embora não derivem [necessariamente] dela. Quem se propuser a ler o livro verá que os ritos esquerdistas em muito se assemelham à religiosidade. Mas é negando a importância da religião que a esquerda sempre tentou se estabelecer no mundo.  

Noutro terreno dessa visão estranha de mundo, apresenta-se um conceito particular de Moral. Todo esquerdista toma sua visão de moralidade como superior à de seus antípodas. Reli, para esta resposta, Moral e Revolução, de 1936, de Trotsky. Há ali uma fonte de certo relativismo moral, na qual muitos esquerdistas bebem até hoje, sem sentir o odor do líquido fétido. Diz o pensador:  

O evolucionismo burguês detém-se, paralisado pela impotência, no limiar da sociedade histórica, não querendo admitir que a luta de classes é a mola principal da evolução das formas sociais. A moral não é mais do que uma das funções ideológicas desta luta (…)”.

Ou seja, a suposição de que exista uma moral burguesa é a aceitação de que exista a proletáriaNoutra passagem do texto, Trotsky (que sabia escrever muito bem!) é mais sincero:

 Mas a mentira e a violência por acaso são coisas condenáveis em si mesmas? Por certo, como é condenável a sociedade dividida em classes que as engendra. A sociedade sem antagonismos sociais será, evidentemente, sem mentira e sem violência. Mas não é possível lançar uma ponte para ela senão com métodos violentos […]. Do ponto de vista das verdades eternas a revolução é, naturalmente, imoral”.  

Eis aí a fonte consciente ou inconsciente dos nossos esquerdistas de pequenas comportas. Por extensão, é também a fonte na qual bebem boa parte das “nossas” feministas, feminazis e assemelhados. Escolhi ser livre.

A liberdade de que me pretendo devoto vale para eu criticar falas de Temer e de Lula. Vale para eu elogiar Marcela Temer por ter optado por “ser do lar” e vale também para elogiar Dona Marisa Letícia por também “ter sido do lar”. Nunca vi uma feminista ou feminazi criticar Dona Mariza Letícia por ter “sido do lar”, ou por jamais ter feito um discurso público durante oito anos em que foi Primeira-dama. Eu elogiei Dona Marisa pelo seu recato e discrição em TEMPOS DE CONDOLÊNCIAS.

Nunca vi uma Feminista ou Feminazi elogiar Dona Ruth Cardoso por ter sido uma intelectual respeitada e primeira-dama ativa no “comunidade solidária”. Entendo. Isso porque a moral dessa gente é relativa. Depende de que lado você está, de que fé política você professa. 

Por fim, Michel Temer jamais será perdoado por essas linhagens esquerdistas. Principalmente, Marcela Temer jamais será perdoada.  Ele por ser sucessor de uma mulher pupila de um político elevado à santidade. Ela, Marcela Temer, por razões mais complexas. Jamais será sequer respeitada pelas feministas e feminazis brasileiras. Marcela Temer personifica tudo que uma feminazi odeia: é rica, “do lar” e bonita. Eu entendo. A liberdade que valeu para silenciar-se e admirar Dona Marisa Letícia não se converte nem mesmo em respeito a Marcela Temer. O problema das feminazis não é serem feias ou bonitas. É que elas não aceitam a liberdade. Nisso, eu as combaterei sempre. Façam o que quiserem com seus “grelos” ou quaisquer partes de seus corpos. Feminazis jamais serão réguas para meus conceitos de liberdade. Eu conheço as fontes nas quais vocês bebem. E sei que a fonte é poluída e fétida.

 Um abraço!

 

8 Comentários

  1. alguém

    Venho sofrendo ataques constantes em minha página. Tive que excluir meu facebook. Seu post machista me trouxe a tona a violência cibernética que uma sociedade machista é capaz de criar. Tenho recebido fotos de armas e pênis dizendo que pra feminista o remédio é morte ou estupro, até eu gostar de “homem”. Estou inclusive mudando de endereço pois tenho medo do que facistas armados podem fazer. Quando li sua respostas, e todas as ameaças que recebi, fiquei muito feliz em ser feminista. Você não é o rei do mundo, e não pode dizer como as mulheres vão protestar. Nenhuma mulher precisa te consultar para isso. Recebi ameaça de morte de HOMENS porque critiquei um. Quantas vidas ameaça uma feminista?
    MUlheres morrem por causa do machismo todo dia. Se depender de vc e seus seguidores vão morrer mais.

    P.S: A foto do bolsonaro é montagem. O seu academicismo não esconde o facismo.

  2. Eu não cheiraria esse “jandirão” — lembrando música da década de 1980 – “O nome dela e Waldemar … ” … Vá estudar, vagabunda.

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