Educação

Flagrante na Praia!

Hoje fui à Praia de Manguinhos com meu rebento. Observador atento ao que me rodeia, vi que, no período em que estávamos lá, passaram uns 30 homens vendendo picolé, fora os que vendem milho, etc.

Diferentemente do que ocorria há 20 ou 25 anos, apenas homens na faixa dos 40, 45, 50 anos estão vendendo picolé.

Poderíamos deduzir que os jovens estão estudando. Mas estamos no período de férias. E mesmo no período escolar, há um número absurdo de jovens que não querem estudar nem trabalhar. Segundo o professor Mozart Neves, no Brasil, cerca de 1 milhão de jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola e do mundo do trabalho. É a chamada geração “nem-nem”. Se considerarmos a faixa de 15 a 29 anos, são cerca de 11 milhões. Isso equivale a três países do tamanho do Uruguai.

Deduzo que esta seja a geração da preguiça. 

Pior: jovens que mandam nos pais. São pequeno tiranos numa pátria chamada “casa dos meus pais”. Jovens que têm a receita para “mudar o mundo”. Mas ultrapassam os 30 anos sem ter coragem de sair da casa dos pais. Ou seja, o mundo real lhes assombra. Ou seja, são antes de tudo covardes!

Como ex-vendedor de picolé e eterno estudante, saúdo o trabalho e o conhecimento como indispensáveis à vida, ao amadurecimento, ao senso de responsabilidade. Enfim, à nação e à própria ideia de civilização!

Não desejo uma pátria de vendedores de picolé. Mas, principalmente, não desejo uma pátria de preguiçosos. Faltam milhões de postos de trabalho no Brasil. Mas sobram vagas na escola pública. Uma escola ruim é melhor que uma não escola. E vender picolé ajuda a edificar uma consciência cidadã, que valoriza o trabalho e a independência financeira.

Portanto, imagino que um país em que um número tão grande de jovens fogem do trabalho e da escola não reserva um futuro animador.

Leave a Reply