Política do Espírito Santo

Geraldinho de Feu Rosa, os Falsos Tiriricas e o Silêncio do Guru de Tolos!

Amigos! Em setembro de 2016, fiz neste Blog uma crítica ao, digamos, modus operandi de um senhor que se apresentava como candidato a vereador na cidade de Serra – ES. Escrevi em 18 de setembro de 2018 o texto O grotesco a serviço da Democracia: Geraldinho de Feu Rosa?

 No texto falei o seguinte:

“Ninguém discute que eleições para legislativos municipais apresentam boa parte dos bichos que habitam a rica fauna política brasileira. Ninguém discute que a beleza da Democracia se explica não apenas pela concorrência entre os supostamente “bons”, mas também pela disputa entre aqueles que “bons” ou “ruins” se apresentam para o jogo eleitoral. Eu saúdo a Democracia pela heterogeneidade do cardápio político com o mesmo entusiasmo que a saúdo pelo meu direito de apontar alguns que, a meu juízo, expressam a parte miserável do mesmo cardápio.

De todos os candidatos medonhos que a Serra apresenta, este da foto desponta quase sem concorrência. Não falo do ponto de vista eleitoral, mas da junção entre o bizarro e o apelo à comiseração pública, sentimento perigoso, que também vem sendo explorado pelo prefeito candidato, Audifax Barcelos.

A figura em questão é o candidato a vereador de nome político “Geraldinho de Feu Rosa”, Bairro da mesma cidade. Ele é capaz de ficar uma manhã (ou dia inteiro) em cima de um carro erguendo seu banner num  apelo por um “mísero voto”. Ele já usou a mesma fórmula em 2012, quando obteve mais de mil votos. É provável que receba bem menos votos agora. Mas não é disso que quero falar.

Seu comportamento político tenta mesclar humor com misericórdia. Mas, no fundo, o que se vê é mais um indivíduo querendo usurpar o papel de Tiririca. Entretanto, não custa lembrar que Tiririca, antes de ser deputado, ao menos foi um palhaço bem sucedido. Era sob as lonas circenses que fazia plateias inteiras se acabarem de rir. O candidato a Tiririca – digo: vereador – não foi ainda tão longe na formação de plateias.  Como se pode ver na foto, seu picadeiro é improvisado, móvel e aparentemente perigoso.

Tenho uma ligeira impressão de que, se o candidato Geraldinho se expusesse ao contato com o eleitor, teria prejuízos eleitorais. Estamos então diante de um candidato que diz mais pelo silêncio que pelas palavras, pela distância que pela proximidade, pela imobilidade que pela ação.

Assim, parado como estátua, calado como um mudo, você pode pensar tudo sobre ele, inclusive nada. Enquanto isso, ele é poupado de si mesmo, não tendo que responder a um único questionamento sobre o porquê de sua candidatura. Que ele não tenha a menor noção do quão ridículo é o papel que está representando, eu até entendo. Por sua vez, o mau uso da Democracia não comporta qualquer piada.

No fim da história, amaldiçoamos os políticos que nós mesmos elegemos, como se fossem alienígenas. Não são. Eles saem do nosso meio. Estão por aí. Calados ou falando, apresentando propostas ou apenas tentando usurpar o papel dos nossos velhos e bons palhaços”.

Na oportunidade, recebi, entre outros, o gracejo de um desses candidatos a guru de tolos.  O comentário  escrito numa língua parecida com a portuguesa. Vejam:

Acho que o medonho aqui é vc, deveria ter respeito pelo próximo, começando por medir suas palavras. Espera passar a eleição para depois vc julgar.  O papel de certos blogueiros torna se pior que todas essas referências aqui mencionadas, utilizam de todos os meios para seus leitores terem a misericórdia de vcs , mais uma vez, respeite o próximo.

Hoje, vejo no ex-jornal A GAZETA a matéria cujo print acompanha este texto. Tirem suas conclusões.

A minha é bem modesta. A suposição de que um tolo pode ser honesto é tão estapafúrdia quanto a ideia de que os sábios sejam indecorosos por natureza. “Geraldinho de Feu Rosa” tentou usurpar o papel de Tiririca. Mas Tiririca, o verdadeiro, que se saiba, não cometeu ainda nenhum deslize moral. Já a fraude circense da Serra parece que está, no mínimo, com um encontro marcado com a justiça!  

3 Comments

  1. Antônio Aparecida de sousa

    Infelizmente, o povo Brasileiro tem muito que se educar e informar para saber votar.

  2. Yulo Castro

    Lamento muito!
    Isso mostra o quão frágil é nossa democracia e o quanto precisamos aprender escolher, como população responsáveis por quem elegemos!
    Lamento por ser na minha cidade a Serra onde infelizmente todos sabemos da normalidade da prática de rachid nesta casa de leis. Lamento mais ainda em ter um vereador que de forma audaciosa e irresponsável usa o nome do meu bairro, o bairro que tanto amo! Ele não merece usar o nome Feu Rosa, ele não merece a consideração que esta comunidade teve por ele!

  3. Ronald de Jesus teixeira

    Sabíamos que o final deste filme ( no caso um drama mexicano adaptado ) não poderia ser diferente . Quando o vereador (Tiririca de Feu Rosa ) trouxe para junto de si pessoas que só queriam arranjar uma forma de aumentar seus lucros . Não poderia da em boa coisa . Quando o dinheiro acaba também acaba o amor e assim está sendo o final deste dramalhão que é o mandato do vereador que irá conseguir tomar o posto do ex vereador tio João . Se tornando o mais novo mito de Feu Rosa.

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