Perfil de Policial

Luciano Baleeiro, exemplo de policial!

Se você perguntar a qualquer policial militar que durante a existência do saudoso Batalhão de Missões Especiais (BME) trabalhou com o hoje Subtenente Luciano Baleeiro qual a avaliação sobre o nobre policial, você terá um ótimo testemunho.

Sim, em qualquer instituição de rígida hierarquia a melhor maneira de você saber quem é um profissional é observar como ele se comporta em relação aos superiores e subordinados. Luciano Baleeiro, por todas as pessoas consultadas por este observador, é tido como um profissional respeitado por superiores e admirado por subordinados. Isso já faria dele um destaque em qualquer tropa. Mas não se esgota aí.

Luciano Baleeiro é daqueles policiais cuja trajetória se confunde com a do BME, posto que grande parte de sua vida profissional foi na Tropa de Elite da PM capixaba.  Ele ingressou na PMES em 1996. Portanto, chega agora aos 22 anos de profissão. Em 10 de janeiro de 2003, ainda como Soldado, chegou ao BME, no qual permaneceu até a extinção da unidade, após a chamada restruturação organizacional da PMES em 2017. Ou seja, foram 14 anos servindo no Batalhão de Missões Especiais, de onde saiu como Subtenente.

No BME, nesses 14 anos, Baleeiro passou por inúmeras companhias, emprestando sua dedicação a inúmeras situações, em distintos municípios capixabas.

Este texto não comportaria todos os cursos que o policial fez. Talvez isso seja matéria para um livro sobre o excelente policial. Mas é indispensável destacar que seu conhecimento técnico já foi posto em teste em inúmeras situações.

No ano de 2006 ocorreram diversas rebeliões simultâneas nos presídios do ES, além de queima de ônibus. Lá estava o BME, lá estava Luciano Baleeiro!

Em 2013, durante manifestações, lá estava o BME, lá estava Luciano Baleeiro. São histórias que se confundem, que se misturam, de modo que a parte se toma como o todo, enquanto o todo confere um sentido especial de pertencimento à parte. Permitir que tudo que o BME fez pelos capixabas fique apenas no plano da memória parece um equívoco, já identificado pelo ex-governador Renato Casagrande.

Entre tantos cursos que Luciano Baleeiro fez, impossível não citar o Curso de Negociação de Crise com Refém Localizado – NEGOCIADOR POLICIAL, Curso de Gerenciamento de Crises, Curso de Operações Táticas Motorizadas, Curso de Técnicas e Tecnologias não letais, Curso de Formação da Força Nacional de Segurança Pública.

Justamente por isso, no ano de 2014 esteve à disposição da Força Nacional de Segurança Pública, servindo no Distrito Federal e nos estados do Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas. A vida e o BME fizeram de Luciano Baleeiro um profissional preparado para atuar em ocorrências de altíssima complexidade.

Perguntado sobre uma ocorrência que o tenha marcado, assim se expressou:

“Ocorreu no dia 24 de abril de 2006, onde eu fui designado pelo Oficial Comandante da Operação para atuar como NEGOCIADOR durante uma contenção de uma rebelião no DPJ de Vila Velha. Nessa ocasião eu havia formado recentemente no Curso de Negociação de Crise com Refém Localizado ministrado pelo BME. Devido a minha atuação nessa ocorrência o Comandante da Companhia de Operações Especiais do BME fez questão de registrar através de elogio formal em meus assentamentos funcionais que, pela primeira vez na história do BME, um SOLDADO formado em Negociação pela Unidade foi empregado como negociador, propiciando à Polícia Militar aplicar perfeitamente todos os princípios doutrinários existentes no Gerenciamento de Crises, afastando do comandante da operação esta responsabilidade que, quando acumulada com o próprio Comandante do Teatro de Operações, trazia sérias dificuldades para os responsáveis pela resolução da ocorrência. No DPJ de Vila Velha havia 97 (noventa e sete) presos rebelados que ameaçavam continuar a destruição da Delegacia e matar outros internos”.

Questionado sobre o futuro, Luciano Baleeiro se expressou com a sinceridade que cabe a um policial exemplar, que ama a profissão:

se possível, desejo no futuro que o BME seja recriado”.

Em segurança pública, o desejo sincero do Subtenente Luciano Baleiro dialoga com os sentimentos mais exigentes dos capixabas. Afinal, é do conhecimento entre os profissionais da área que o BME era uma unidade de elite das Policias Militares do Brasil. Ainda segundo Luciano Baleeiro,

nos seus 30 anos de existência sempre foi uma referência para as demais instituições policiais do Brasil, fomentando Doutrinas Operacionais, repassadas tanto aos policiais capixabas quanto aos policias de outras instituições policiais, militares ou não. Os diversos cursos de especialização ministrados pelo BME eram disputados por policiais de todo o Brasil”.

Ainda por ocasião deste perfil de Luciano Baleeiro, questionei um oficial que foi do BME sobre o porquê de tanto orgulho. Ele sintetizou muito bem. Disse-me: “servir numa tropa especializada é receber um salário moral”. Perfeito.

Todos os policiais que fizeram parte do BME e foram ouvidos por este blogueiro expressaram o desejo de que a unidade renasça. Luciano Baleeiro, profissional disciplinado e dedicado, não é diferente.

Por fim, há a certeza de que nada é eterno. Sim, o BME não foi eterno. Eterna talvez também não seja a sua extinção!  Sim, tudo passa!

  

4 Comentários

  1. Cb PM Luciana Alves de Souza

    Tive a honra de ombrear com este profissional exemplo de caráter, honestidade, humildade, que respeita tanto seus superiores quanto seus subordinados. Digno desse belo reconhecimento público.

  2. Dione De Nadai

    Orgulho de ter participado, como Pedagoga, do seu CFSd.
    Honrada muito me sinto, por conviver com pessoa e profissional valoroso é corajoso e inteligente como você.
    Nobre guerrriro, te admiro.

  3. Arnaldo Nunes pimenta

    Conheci o Tenente Luciano Baleeiro, há pouco tempo,e percebi logo que era um policial como poucos neste nosso imenso país, é um exemplo de Profissional que eu vejo e me orgulho da corporação capixaba,por termos um Policial desta qualificação. Parabéns a PM-ES em especial a 12 Cia de Jardim Camburi.

Deixe uma resposta