Política Nacional, Segurança Pública

Lula, a devoção do jornalismo e o fracasso do sistema penitenciário brasileiro!

Quem assistiu à pretensa entrevista do presidiário Lula aos jornalistas Mônica Bergamo e Florestan Fernandes tende a consolidar ainda mais a percepção de que o processo de autofagia a que a chamada “grande imprensa” está submetido é irreversível.

A impressão que os “entrevistadores” deixam, sobretudo Mônica Bergamo, é que ali não eram – e não eram mesmo! – jornalistas entrevistando um preso condenado, mas fãs apaixonados, diante do ídolo.

Não houve uma tentativa de ver o criminoso expor parte de sua responsabilidade nas entranhas da organização criminosa de que ele fez – ou faz – parte. Longe disso. O que se tentou fazer foi um ato político por meio do qual o presidiário pudesse mobilizar alguns dos devotos da seita que lhe atribui santidade.

Mas a militância petista, agora tangida da máquina pública federal, sabe que sem dinheiro não existe militância. Afinal, militante também come. E não existe almoço grátis. Isso explica o esvaziamento dos arredores da carceragem da Polícia Federal de Curitiba. O tal “Bom dia, Presidente!” quase já não é ouvido!

A sujeição dos supostos jornalistas se explica não apenas pelos olhares de encantamento diante do “herói” que escolheram para amar. Vai além. Observa-se o uso de um “manual de redação” que ignora a verdade dos fatos. É sabido que, em geral, políticos que se encontram sem mandato são tratados por entrevistadores como se estivessem no último cargo ocupado. Ou seja, um ex-governador em entrevista é chamado “governador”; um ex-deputado é chamado …“deputado”.

Entretanto, não há qualquer justificativa para se estender tal “regra” a um caso de um preso condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. No máximo: “Lula”!

O que se viu ali foi um ser rancoroso, e como ele mesmo se declara, “com obsessão” para, segundo o criminoso, “desmascarar” o juiz que o condenou. Nem no cárcere a megalomania lhe concede descanso. O presidiário Lula declarou que “vai viver até 120 anos”. Não há registro na história de alguém cuja pretensão tenha sido tão cuidadosamente mensurada. Pelo jeito, ai do Divino se ousar mudar tal plano.

Além de tudo isso, Lula é um atestado de que o sistema penitenciário brasileiro fracassa ante sua pretensa ideia de “ressocializar criminosos”. Na verdade, cadeia não existe para “ressocializar” ninguém. Cadeia existe para manter os criminosos afastados da sociedade, para a qual eles representam um perigo. Eventualmente, criminosos “se arrependem” e renunciam à vida marginal. No caso do presidiário Lula, observa-se que isto não aconteceu.

Lula não está submetido a qualquer superlotação carcerária. Lula tem o conforto que nenhum outro condenado tem no Brasil. Lula não precisa trabalhar no presídio. Preguiçoso, Lula nem mesmo lava a própria roupa. Portanto, Lula tem todas as condições necessárias para refletir sobre o caráter ilícito das ações que praticou e, a partir disso, passar por algum aprimoramento humano. Não é isso que acontece. Ou seja, Lula joga no lixo a ideia de que se transformássemos prisões em hotéis haveria redução da reincidência criminal. Pela fala do detento, ele está pronto para voltar a delinquir.

Por fim, a tentativa de fazer do encontros de amigos um comício na carceragem fracassou pelo absoluto desinteresse dos brasileiros, para os quais as notícias da Folha de São Paulo têm menos credibilidade que uma fofoca de adolescentes. Sim, Lula já morreu. Agora, ele tenta arrastar para o túmulo a imprensa que sempre lhe prestou vassalagem.

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