Cultura

Mãe!

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Hoje e eu pensei em te ligar, mas eu não pude.

Pensei em te abraçar, também não pude;

Quis um conselho; não foi possível.

Quis que me falasse qualquer coisa diferente de tudo que tenho ouvido.

Hoje eu pensei no meu infinito apreço pelo “silêncio das línguas cansadas”.

É porque a língua que eu mais queria ouvir não me fala. Um pedaço de mim se foi, e consigo levou parte do meu riso, da minha alma. Apego-me aos fragmentos mais puros de lembranças para conferir à vida um sentido que ela não me oferece sem você. Agora, faço do encontro com qualquer verso e pedaço de prosa meu melhor instante de felicidade. Afinal, qualquer boa prosa me lembra você. Descobri, na prática, que quando a mãe se vai, estranhamente, é que o filho começa a viver, porque é quando efetivamente se corta o cordão umbilical.

Sobrou uma saudade inexplicavelmente intensa. Sobrou um arquivo de lembranças. E vivo a movê-lo para resgatar meu riso, que teima em querer ser lágrima!

 

Por Maurício Reis de Sousa

2 Comentários

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