Perfil de Policial

Major Campos, um salto qualitativo no debate sobre polícia comunitária!

O debate sobre modelos de policiamento (ou filosofia de polícia) é sempre suscetível a uma divisão pouco inteligente, que tenta separar partes que se completam e se fazem necessárias. De um lado há os que apostam na repressão como método fundamental; de outro, há os que, evocando expressivo romantismo, defendem que a Polícia Comunitária representa o único caminho, que, aliado à boa prevenção primária, seria capaz de restabelecer laços consistentes e longevos na relação conflituosa entre polícia e comunidade.

Há um grupo mais reduzido, formado por pessoas que apostam na Polícia Comunitária sem romantismo, que defendem a repressão qualificada, reconhecendo que ambas, a seus respectivos modos, cumprem um papel fundamental na segurança pública e, por isso mesmo, no impasse civilizatório que se apresenta a toda a sociedade brasileira, ou seja, melhorar nossos indicadores em segurança pública.

É pouco provável que no Espírito Santo haja alguém mais dedicado ao tema que o Major Sandro Roberto Campos. Homem de consistente formação acadêmica, ele abraçou a causa não como homem de governo, mas como homem de estado, afinal, os governos passam. Nem sempre no tempo dos nossos desejos. Mas passam!

Abraçar governos em detrimento da missão constitucional que julgam defender é uma praga que ronda sempre o imaginário e o desejo dos agentes públicos de vocação subalterna. Muitas vezes se esquecem de que os fatos relevantes serão sempre componentes da narrativa histórica. Na guerra de narrativas, a história já não é mais contada apenas pelos vencedores. E o futuro dirá.

Plantar as sementes sem a certeza das chuvas é um exercício de fé. Por isso mesmo é tão necessário. Major Campos tem um longo caminhar que sustenta as declarações que aqui são feitas a seu respeito. É formado em direito pela Universidade Cidade de São Paulo, e possui quatro pós-graduações: ‘ciências jurídicas’, ‘segurança pública’, ‘educação em direitos humanos’ e ‘ONGs, Terceiro Setor e Responsabilidade Social’.

Além disso, possui capacitações específicas como multiplicador de Polícia Comunitária em Niterói/RJ (2001), curso internacional de Polícia Comunitária – Sistema Koban em São Paulo (2008) e Operador de Polícia Comunitária Sistema Koban realizado, in loco, no Japão (2010).

De nada valeria, se não tivesse demonstrado respeito aos subordinados e superiores por onde passou. Eis aí a essência da  liderança e gerenciamento modernos.

O testemunho do esforço Sandro Campos se revela num conjunto amplo de atividades. Ele é professor e coordenador da disciplina de mobilização comunitária e polícia comunitária para todos os cursos de formação, habilitação e aperfeiçoamento da PMES. Também é docente nas disciplinas de “polícia comunitária e sociedade”, “mobilização social” e “estruturação de Conselhos Comunitários de Segurança Pública” nos cursos nacionais  de Promotor e Multiplicador de Polícia Comunitária pela Secretaria Nacional de Segurança Pública  (SENASP).

Numa época em que homens em máquinas constituem um componente predominante da percepção de Segurança Pública, o Major Campos vem apostando no diálogo como mecanismo infalível de repactuação de laços que, por um conjunto de circunstâncias, mostram-se frágeis.

Campos tornou-se uma espécie de “caixeiro viajante” a compartilhar ideias. Assim, roda o Espírito Santo todo, ajudando a organizar Conselhos Comunitários de Segurança Pública. Não é uma missão simples.

Paralelo a isso, já atuou e atua em programas, projetos e ações de notável relevância institucional: Programa “Crack é possível vencer”, construção da sede da 2ª Cia do 1° BPM, um dos fundadores do Conselho Interativo de Segurança Pública da Grande Santo Antônio em Vitória/ES. Também participou da elaboração do projeto Morro do Quadro, em Vitória, que alcançou a 1ª colocação no Concurso Nacional de Polícia Comunitária promovido pela Empresa Motorolla do Brasil. Ainda atuou decisivamente na fundamentação procedimental da Patrulha Maria da Penha e é colaborador na gestão da atual Patrulha da Comunidade no ES, além de vários outros.

Por fim, questionado sobre o porquê da santa teimosia, Campos responde que:

A temática de polícia comunitária é a minha paixão, sendo a principal bandeira que hasteio enquanto metodologia policial, que costumo dizer que é um caminho sem volta para toda e qualquer instituição policial em tempos contemporâneos

Será que alguém discorda? Pior que sim!

 

3 Comentários

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