Política do Espírito Santo

O amor a Amaro Neto é como amor de carnaval, é amor político!

Amores políticos são temporários. Duram o tempo de uma eleição. Às vezes bem menos. Nem chegam, como diria o gigante Gilberto Gil, ao “tempo de uma saudade”. Nada disso.

Amores políticos não podem durar. Eles nascem com prazo de validade. Eventualmente podem até alongar-se. Mas logo são desmentidos pelas evidências que tão bem caracterizam o mundo das disputas, puxadas de tapete e tratoragens. No Espírito Santo, um jovem e inexpressivo deputado achou que fosse amado. Não era amor, Amaro!

Era cálculo. O homem que sapecou fogo no circo político capixaba parece ter ido longe demais. Assim, parece está sendo incinerado pelo fogo que ele mesmo ateou.

Não era amor por Amaro. Era a tentativa de arregimentar os votos de seus prováveis eleitores para um projeto em que o papel reservado a Amaro Neto só pode ser o de palhaço de ocasião.

No deserto de ideias e projetos destes tempos, o picadeiro é elevado ao patamar de categoria política. O picadeiro tornou-se nossa academia política. Aliás, nessa modalidade, Magno Malta é o reitor.

Dessa forma, “costuraram por cima” a rasteira. Sim, a República velha vive em nós. Ora, estava claro que todos os esforços deveriam ser empreendidos no sentido de manter Ricardo Ferraço no jogo. Agora ele está.

Amaro era ameaça. Ao tentar contrariar os desejos do gigante de Guaçuí, Amaro viu que, depois do espetáculo destinado à busca do riso dos tolos, ocorre a versão cruel dos fatos.

Em política existe pouca poesia. Existe mais lágrima. Às vezes chega a ser sangue. Na sua grande empreitada política de 2018, Amaro Neto foi abatido em pleno voo. Ele sabe quem puxou o gatilho. Ele sabe quem sapecou fogo em seu projeto.

Mas talvez Amaro não saiba é que mandá-lo à Câmara Federal é uma forma de submetê-lo à segunda humilhação. No Senado, a expressão “baixo clero” não tem tanta força, visto que são 81 senadores, cada um com alguma possibilidade de destaque. Na Câmara Federal, o “baixo clero” é regra. E é para lá que estão mandando o nosso palhaço mais influente.

Amaro estará a uma passo do esquecimento, sobretudo porque seu circo televisivo diário ficará inviável. Afinal, um palhaço não atua em dois picadeiros ao mesmo tempo, ou seja, ou vai atuar na Câmara Federal (Em Brasília), ou na televisão, em Vitória.

Logo, Amaro Neto talvez não tenha percebido que a sobrevivência de seu volátil capital político depende mais de uma reeleição a deputado estadual que de uma aceitação passiva de uma manobra cuja autoria ele deve muito bem saber a quem pertence. Se candidato à reeleição, Amaro Neto pode ser um dos mais votados novamente.

Além disso, finalmente poderá usar a tribuna da Casa, não para rebolar, claro, mas para dizer o que acha da puxada de tapete de que foi vítima. Estará perto de seus eleitores. Já em Brasília, o grito que ele der será equivalente ao silêncio cemiterial.

Sim, cemiterial vem de cemitério, que é o lugar ao qual tentam encaminhar o jovem palhaço capixaba. Amaro sempre arrancou risos de seus admiradores, mas o que fizeram com ele não tem graça nenhuma. Sim, não era amor, Amaro!           

 

3 Comentários

  1. Fabiano

    Eu tô morrendo de rir talvez ele consiga um trabalho no circo kkkkkkkk

  2. Vinícius Cássio Corrêa de Sousa

    A abordagem é nova; a pauta é a mesma.
    Minha inédita e muito interessante experiência de pré-candidatura tem me ensinado muito. Tenho me surpreendido positivamente com pequenos partidos e negativamente com a pequena imprensa. Há poucos meses jamais teria esse conhecimento. É a linha tênue dos conceitos e preconceitos.

  3. MARTIN SAMUEL AT THE EMIRATES: Diego Simeone doesn’t look like a man who does fairytale endings. And the team he has fashioned in Madrid is very much stripped of frivolity and cheer, too. Arsenal 1-1 Atletico Madrid: Antoine Griezmann rescues a draw for the visitors after Alexandre Lacazette’s opener in eventful first leg which saw both Sime Vrsaljko and Diego Simeone sent off

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