Segurança Pública

O Rio de Janeiro: entre a intervenção do exército e a intervenção mental!

(Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

O debate nanico que tem se seguido à inteligente decisão do governo Temer de intervir no inferno chamado Rio de Janeiro ainda dará frutos. Do ponto de vista do debate, provavelmente serão frutos podres!

Antropólogos de plantão já começaram a berrar, evocando a conhecida análise por meio da qual, de forma obliqua, buscam legitimar o discurso de liberalização de entorpecentes como forma de minimizar danos. Esse é o caminho fácil do discurso.

Quero ver antropólogo ir à televisão e falar dos efeitos devastadores das drogas na vida das pessoas. Quero ver a globo informar quantos de seus funcionários nos últimos cinco anos foram afastados de suas funções porque entre o trabalho e o pó, preferiram o pó.

O custo da intervenção será alto. E não me refiro apenas a custos financeiros. Há um custo relativo ao debate. Já circula na internet um vídeo afirmando que “Intervenção é Farsa”. No vídeo, nada chama mais atenção que a gramática do tal Marcelo Freixo. Que coisa medonha! Ele não acerta uma concordância nominal.

Não cobraria correção na fala do bruto, se ele não se apresentasse como intelectual e professor, e se não tivesse sido elevado à condição de vanguarda do pensamento, título concedido pela elite ressentida que o rodeia. Eis aí o ponto a que chegou nossa degradação.

Mas sigo. Quem mais padece com o horror do Rio de Janeiro são os pobres, que os esquerdistas de beira de piscina julgam querer defender. Hipócritas!

A intervenção tal como se dá não merece celebração. Entretanto, traduz o esgotamento dos recursos até aqui empregados. O exército sabe que não pode fracassar. E não fracassará. Há, certamente, uma torcida siliciosa à espera de um fracasso maiúsculo do governo.

Temer, embora enlameado, sabe que errando ou acertando será criticado pelos “sociólogos” e “artistas” do Projaquistão. Nesse caso, que seja uma crítica cuja motivação nasça de uma ação concreta, efetiva e que contrarie os interesses dessa gente, mas que contraditoriamente dialogue com os mais objetivos sentimentos da população brasileira, ou seja, o desejo de segurança.  

Duas pontas se juntam no abraço insano dos hipócritas: de um lado os chamados “artistas” e “analistas” do PROJAC; do outro, “onguistas” que sempre fizeram do ataque às ações da Polícia uma espécie profissão de fé. 

Na prática, os habitantes do Projaquistão sabem que o preço do pó ficará mais caro. Esse é um dos aspectos que mais os incomodam. Sim, o exército não vai extinguir o tráfico no Rio de janeiro, mas eliminará sua ostensividade, aumentando assim os custos da oferta. Os artistas que fazem carinha de nojo para policiais fardados são os mesmos que nunca lamentaram a ostensividade do tráfico nas tais comunidades cariocas. No Rio de Janeiro se criou também o tráfico ostentação.

Certamente os artistas globais que têm numa carreira de pó a origem máxima do suposto talento irão atacar as medidas do governo. Quaisquer que sejam elas.

Evidencia-se nesse particular que todo ataque nascido do Projaquistão e seus satélites merece a repulsa de qualquer neurônio solitário que eventualmente habite algum cérebro.

A globo quis derrubar Temer. Não conseguiu. Agora espera que a resistência dos morros carioca à intervenção o faça. Não acontecerá.

Bem antes da intervenção em curso no Rio de janeiro houve outra, a intervenção mental, aquela lentamente gestada a partir do cruzamento da “arte” com  a “academia”, os círculos universitários, por meio dos quais se projetou um olhar condescendente em relação a todo tipo de crime cujo perpetrador fosse “de alguma comunidade”.

Dessa forma, a “comunidade acadêmica” tornou-se uma espécie de morro mental. E o morro foi transformado em universidade, fazendo-se parecer que dali nascesse a pureza de pensamento, diante do qual o asfalto deveria se curvar. O resultado é o que temos!

Assim, na mente confusa dessa elite ressentida, o morro é apenas um quilombo, do qual deve partir a nova resistência. Por isso, a torcida do Projaquistão é pela desmoralização das forças armadas. Ignoram, com isso, que tal feito seria nossa morte enquanto projeto de afirmação nesta parte do continente americano. Afinal, se o exército brasileiro não vencer a guerra contra os traficantes do Rio de janeiro, como supor que esse mesmo exército estará preparado para defender nossa soberania contra um eventual ataque, por exemplo, de um exército de famintos de um louco como Nicolás Maduro? Difícil. 

Resta evidente que por se tratar de uma guerra, as condições jurídicas devem ser claras para a ação do exército. Criminoso que ostenta arma restrita em via pública não deve receber voz de prisão. Por mais que nossos artistas torçam o narizinho cheio de pó, quem ostenta arma de guerra ao arrepio da Lei deve ser abatido. É assim no mundo todo.

A sociedade brasileira, com 62 mil homicídios por ano, dirá o que é melhor, se a ostensividade de soldados do exército ou de ‘soldados” do tráfico. Os cariocas falarão.

Enfim, o exército não irá transformar o inferno em que se transformou o Rio de Janeiro num paraíso.  Não é disso que se trata. A possibilidade mais clara é que: se tiver que continuar como inferno, que o Rio de Janeiro seja pelo menos um inferno organizado!

 

 

13 Comentários

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