Política Nacional

Por que decidi votar em Bolsonaro?

Bolsonaro surgiu na paisagem política brasileira sendo meu anticandidato. Escrevi a respeito e não me arrependo. Os valores que advogo não encontram em Bolsonaro o porto mais adequado para sua ancoragem. Defendo, entre tantas mudanças, uma alteração radical na economia, investimentos prioritários na educação básica e no ensino médio e um amplo programa de privatizações. Defendo um rigoroso critério de ingresso e promoção no serviço público, entre outras medidas.

Mas ao longo do processo fui me convencendo por evidências e fatos de que o candidato deve ser escolhido dentro de um cardápio. Sim, o cardápio brasileiro está horrível. Mas ele traduz aquilo que somos. E daquilo que somos extraem-se os que se interessam por política. Eis a questão.

Pintar Bolsonaro como o diabo foi apenas uma estratégia (errada) usada pela esquerda para impedir os brasileiros de boa-fé de enxergarem a direção do verdadeiro inferno. O inferno não é aqui. E o diabo deve ser bem diferente do Bolsonaro. Aprendi, segundo a tradição cristã, que o diabo gosta de matar, roubar e destruir. Falta muito para Bolsonaro personificar o capeta!

Ao contrário. Bolsonaro é um ponto fora da curva. Ele não cresceu achando que fosse ser presidente da república. Nem fez dos seus mandatos um balcão de negócios à disposição dos mercadores palacianos. Entre as traficâncias descobertas até agora não consta a participação desse Homo Sapiens brasileiro. Não fingiu ser Doutor em economia, e nunca fez menção aos grelos de quaisquer militantes. Foi treinado para guerra.  E é justamente isso que o Brasil vive!

Bolsonaro era um ilustre desconhecido. E continuaria sendo, não fosse a tentativa delirante de linhagens esquerdistas de impor sobre o conjunto da sociedade seus delírios totalizantes. Bolsonaro berrou. E o eco do seu grito foi ao encontro de um sentimento difuso que vaga pela alma coletiva brasileira, que há muito estava divorciada da centralidade da agenda pública do país, dominada por questiúnculas, apenas eventualmente ocupada por temas relevantes.

Ou seja, o futuro do Brasil (ainda) está sequestrado pelos que se pretendem expoentes de amanhãs tranquilos e sorridentes, os ativistas de uma causa abstrata, que destitui o indivíduo da responsabilidade dos seus atos, que esperam um certo ente chamado “justiça social” para redimir assassinos, ladrões, traficantes, etc, dos crimes que perpetram sem que a lei os alcance. E quando a lei os alcança, ela é menos temida que os rigores da abordagem de um policial militar na rua.

Sim, o Brasil virou um grande circo. Só que é um circo com mais de 200 milhões de palhaços. E entre os palhaços estão este escrevinhador e você, leitor! Entretanto, estamos diante de uma possibilidade rara, a de mudança de papeis.

O Brasil virou um grande sanatório. Sim, um sanatório em que os loucos fazem o diagnósticos e definem a dosagem do seu próprio remédio. O hospício chamado Brasil não cabe na cartilha politicamente correta, escrita por hipócritas, esquerdistas de beira de piscina, que conseguem enxergar romantismo até na arma que lhes é apontada para a cabeça, desde que o ato seja perpetrado “por um jovem, negro e da periferia”! “Periferia é o caralho”, diria aquele trabalhador que pega ônibus lotado às cinco da manhã, regularmente assaltado por um jovem também da periferia!

O Brasil que pensa está vencendo o Brasil que se apaixona e estocomiza com criminosos. O Brasil é mais forte que qualquer governante de ocasião. Um eventual fracasso de Bolsonaro não será o fim do Brasil. O Brasil, que sobreviveu ao PT, agora está imune.

Os fanáticos que não enxergam os equívocos de Bolsonaro não podem afastar os que enxergam virtudes no Homo Sapiens brasileiro. Os fanáticos de Bolsonaro são apenas petistas com sinal trocado. Mas eles também votam!

O Brasil está doente. E a farmácia na qual se deve buscar o remédio não pode mais ser a convencional. Porque a dose é diferente. O médico não pode ser aquele clínico geral, que vai receitar um analgésico para a dor!

Por fim, o Brasil exige alguém que não se espante com o sangue que jorra dos cadáveres das ruas, que não se apaixone por criminosos que despoticamente exibem seus  fuzis enquanto artistas globais que os defendem vão comprar o pó do consumo diário. Sim, os mesmos artistas que vão às caminhadas pela paz.

O Brasil clama  por alguém que não tenha medo de cuspe nem de escarro, nem de hetero nem homossexual, nem de cristão nem de ateu. Nem de branco, nem de negro, nem de rico, nem de pobre. O Brasil precisa recuperar a coragem de ensinar matemática e língua portuguesa às suas crianças.

O Brasil precisa devolver às palavras o sentido que lhes foi roubado pelos anos de dominação esquerdizante. Bandido é bandido. Trabalhador é trabalhador. Criança é criança. Adulto é adulto. E cada pessoa deve ser tratada segundo o papel que ocupa na organização da sociedade. Isso é absolutamente simples. Mas apenas Bolsonaro reconhece isso. Portanto, em vez de uma farmácia para curar a doença, o Brasil agora vai à procura de uma garrafada, aquela ensinada pelos nossos avós. A garrafada dificilmente dava errado! Bolsonaro é a garrafada de que o Brasil precisa. Se der errado, vamos voltar à farmácia!

Por isso, voto em Bolsonaro!

2 Comentários

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