Política do Espírito Santo

Por que voto em Sergio Majeski para deputado estadual?

A pergunta que intitula este texto exige resposta que, a meu ver, dialoga com o passado recente e com o futuro que se desenha. Afinal, Sergio Majeski é, em alguma medida, resultado das aspirações surgidas nas manifestações de 2013, embora sua trajetória em muito preceda o movimento em questão. Sim, Majeski já era um professor respeitado e querido por seus alunos de ensino médio. Assim, foi eleito deputado estadual em 2014. Escrevi algumas vezes sobre o nobre parlamentar. Ressalto, entretanto, que nunca lhe dirigi a palavra pessoalmente. Inclusive, cultivo o distanciamento necessário.

Isso não me impede de observar seu mandato. Aliás, o deputado presta contas permanentemente de suas ações. Ademais, num tempo em que um grito ecoa pelas ruas e becos em defesa de ética, torna-se razoável observar alguém que não está a serviço apenas de uma promessa.

No caso específico não se trata mais de promessa, mas de resultado empírico, que se pode comprovar segundo os critérios mais exigentes com que se queira avaliar. Sim, Majeski cumpre um mandato digno de todos os elogios. Claro que a miséria que o rodeia facilitou bastante. Mas isso não diminui a importância de sua obra.  Eis apenas alguns pontos:

Majeski não se ajoelhou diante do gigante de Guaçuí, quando a regra era a adesão silenciosa e cúmplice ao coro dos contentes. Diferentemente do que manda o manual não escrito dos que fazem da política uma profissão, Majeski buscou as trilhas mais difíceis, porque desejava fazer algo tão raro quanto necessário: fiscalizar o executivo!

Desse modo, criticou as contradições de um governo que se achava maior que todos os capixabas juntos. O mesmo governo que seria engolido pela própria arrogância!

Majeski fez da educação sua principal bandeira. Mas não a única. Levantou a voz quando percebeu que o governo não estava sabendo interpretar as causas que deram origem ao movimento de paralisação das atividades da PM em fevereiro de 2017. O mesmo deputado teve a responsabilidade de deixar claro que pleitos corporativos nem sempre consideram a causa pública. Por isso, delírios corporativos dificilmente terão o seu apoio. Ele está correto! 

Majeski recentemente criticou indicações políticas para o Tribunal de Contas. Aliás, trata-se de manobra já feita também por Casagrande no passado. Critérios políticos ajudam a explicar a desmoralização desses órgãos, como no caso do Rio de Janeiro, cujos Conselheiros quase todos foram presos por protagonizarem roubo do dinheiro público, o mesmo dinheiro de cujo emprego o tribunal deveria ser vigilante. Há inúmeras ações que justificam minha escolha. Enumerá-las tornaria este texto mais extenso que o necessário.  

O mesmo Majeski que ajudou a expor as contradições de um governo movido pela presunção da superioridade será reeleito, desta feita pelo partido do virtual governador Casagrande. Nesse particular, cumpre observar que: se o compromisso ético de Casagrande for além da palavra, certamente terá um forte aliado na Assembleia. Caso contrário, os capixabas saberão! Por esse raciocínio, não há exagero em supor que “linhagens casagrandistas” não torçam muito pelo sucesso eleitoral do deputado, que merece ser o mais votado do estado!

Por fim, Majeski não encarna a política dos meus sonhos. Mas a política do que é possível fazer nas circunstâncias presentes. Mas, além disso, o nobre parlamentar mostra que é possível exercer um mandato e andar de cabeça erguida, sem ser vaiado num restaurante, sem ser xingado pelas ruas, sem ser insultado em redes sociais. Isso não é pouco, visto que a política no Brasil foi sequestrada por ladrões, corruptos e assassinos do futuro.

Portanto, quando surge um sopro de esperança na vida pública é indispensável fazer do sopro uma tempestade, e que esta tempestade seja capaz de varrer um pouco dos que tornam fétida até a pronúncia da palavra “política”. Isso é grave. Afinal, a política não deve ser monopolizada por ladrões. É bem provável que os corruptos continuem sendo maioria. Mas é necessário conter o avanço. Para isso, vale sempre a pena apostar nessa belíssima invenção grega. Para tanto, precisamos sempre de mais Majeski.

Por isso, voto em Sergio Majeski para deputado estadual.  

6 Comentários

  1. Rose Justiniano

    Sensacional a analise feita para o dep Sergio Mageski!
    Eu queria muito que ele fosse senador ao lado do Contarato!
    Mas nao foi possivel ele ser meu senador! Vou torcer pra ele ser o deputado mais votado do ES!

  2. João Lúcio de Souza

    Com certeza Sérgio será o deputado mais votado pelo seu blilhante trabalho . Defendendo povo capixaba como nenhum outro . Defendeu muito mais o legado de Casagrande do q os dois deputados do PSB de Casagrande enfrentou um ditador como nenhum outro se atreveu a enfrentar lo por isso tem meu respeito e continua assim deputado parabéns.

  3. Marcos Graciano

    Estava convicto que ele se canditaria a senador! Que pena! Fica para a próxima!

  4. Anderson

    Com certeza terá meu voto!

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