Segurança Pública

Uma Mulher da PM de SP mostra o verdadeiro empoderamento feminino!

De todas as palavras que aprendi a detestar na chamada Novilíngua militante, o tal “empoderamento” desponta sem concorrência. Já fui obrigado a recorrer à referida expressão, mas sempre em tom de menoscabo, porque aprendi a distinguir há tempos as armadilhas da esquerda.

Assim, não acho que as mulheres devam ser “empoderadas”, mas pessoas detentoras de direitos, deveres, que sejam, enfim, cidadãs, no sentido mais exigente que a expressão possa ter. Prezo a igualdade  como valor inegociável!

Sei exatamente o que certo ativismo chama de uma mulher “empoderada”. Já fui atacado aqui por uma “fina flor do feminismo”. Não me restava alternativa senão colocar a “pensadora” em seu merecido lugar. AQUI.

Mas eis que, de repente, vejo que nem todo empoderamento se destina a entoar canções de ressentidos. Existem mulheres que, ocupadas com suas múltiplas tarefas, não têm tempo para erguer cartaz e atacar a Polícia, a sociedade machista, o governo, o diabo, etc. São mulheres que aprendem a se defender. Muitas delas estão nas polícias. Mas não necessariamente.

No país em que todo ladrão negro é “vítima da sociedade”, surge um nó na cabeça militante quando um bandido negro tenta assaltar uma mulher branca que reage, acertando o criminoso. Com um ato de coragem e técnica, a policial militar de São Paulo defendeu crianças, adultos e a si mesma. Merece ser a mulher  do ano! O criminoso, cuja trajetória criminosa foi interrompida, era negro.

Como na cabeça militante negro e mulher são sempre vítimas, por supostamente constituírem “minorias”, há um momento em que a equação “não fecha”. Assim, uma negra vítima de um crime de assalto seria vítima dupla (ou tripla?), se o assaltante for branco? E se, entretanto, uma mulher “não branca” for vítima de um assaltante negro? Nesse caso, o fato de o perpetrador ser “negro” fará dele um ser “menos criminoso”? Então, se a mulher assaltada for “branca” fará dela uma, digamos, vítima relativa? São apenas pontos que explicam nosso fracasso no campo da análise e formulação de política de segurança pública e justiça criminal. Crime não tem cor. Crime nasce de conduta.

Ora, a literatura consagra que os EUA começaram a reverter sua escalada criminosa quando passaram a concentrar sua atenção não na cor da pele do criminoso, mas na conduta.

No Brasil, todos os dias uma nova pesquisa diz que existe um “extermínio da juventude negra da periferia”.  Não costumam dizer quem está “exterminando a juventude negra”, seria politicamente incorreto. Negro morre; negro mata. Branco mata; branco morre. 

Mas o perfil de quem mata é análogo ao de quem é assassinado na periferia. Predomina, ainda que haja um lamentável componente histórico na questão, o fato de negro matar negro. Isso os ativistas do chamado “vidas negra” não mostram.

 Volto!

A policial militar (branca), que reagiu a um assalto em São Paulo, que seria praticado por um criminoso negro, mostra que há um ponto a partir do qual devemos encaminhar nossa reflexão: a escolha! Toda escolha surge a partir de um cardápio.

Ela decidiu ir à luta. Estudou, prestou concurso, fez treinamentos duros, ou seja, preparou-se para os desafios da vida.

Ele, por sua vez, ao contrário da maioria dos jovens da periferia, que são estudantes e trabalhadores, escolheu o caminho do ganho fácil, do crime. Escolheu ser “vida loka”.

Tudo que o “vida loka” não imaginava é que no meio do caminho poderia haver uma mulher verdadeiramente empoderada. Com técnica, coragem, acurácia: efetuou os dois disparos e buscou abrigo, enquanto o motorista arrancava com o carro, com medo. 

Portanto, agora sou um neo convertido ao “empoderamento” feminino. Se vivêssemos num país com um mínimo de decência, a policial militar seria homenageada todos os dias, ao longo do ano 2018. Nenhum grupo de militantes feministas vai prestar homenagem à policial militar de São Paulo. Isso apenas revela a delinquência moral que os move. Querem mulheres corajosas, mas nem tanto! Sei!

Se me perguntarem, qual Brasil eu quero para o futuro, responder-lhe-eis:

– Um Brasil com mulheres tão empoderadas quanto a policial militar de São Paulo.   

 

3 Comentários

  1. Ronniery Peruggia

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