Política Nacional, Sem categoria

Uma professora “descobriu” que este blogueiro é um “fascista”!

Sabem meus estimados leitores que sou policial militar, condição que não costumo citar em meus textos. Afinal, isso  não me serve de condenação nem absolvição prévia ao que escrevo. Vale o que escrevo. Sou um cidadão, o cidadão precede o profissional, ainda que haja ponto de intersecção.

Fato é que o dia a dia de um policial possibilita conhecer muita gente. Numa ocorrência conheci uma diretora de uma escola pública da cidade da Serra. E, enquanto supervisor, sempre que havia uma demanda profissional que justificasse, estando de serviço, eu ia à escola com o maior prazer. Afinal, trata-se de uma ambiente que me atrai sempre.

A nobre diretora, hoje mestranda, eventualmente comentava algum texto no meu blog. Isso era parte de um respeito mútuo, talvez até de alguma convergência de ideias. Eis, entretanto, que surge Bolsonaro no meio do caminho. Escrevi um texto Por que decidi votar em Bolsonaro?, que foi recebido pela ilustre como um absurdo. A partir de então recebi algumas mensagens em que a diretora elogiava o petista Fernando Haddad, enquanto eu eventualmente respondia, respeitosamente divergindo. Até que ela me mandou a imagem que acompanha este texto, no dia 08 deste importante mês de outubro. Então lhe respondi. A conversa segue. Vou em azul e ela em vermelho.  Vou preservar a identidade da diretora para poupá-la de si mesma.

Petistas ficavam chateados quando o currículo de FHC era apresentado em 1994 e 1998. Acho que o currículo é um diferencial. Mas Lula não tinha nenhum – só o de torneiro mecânico. O governo de Lula não foi um problema pela falta de formação escolar, mas pela condescendência e participação dele na organização criminosa. Ao não reconhecer isso, Haddad incorre no mesmo erro. O PT está sendo varrido. E se Bolsonaro se revelar um ladrão e for preso, garanto que não haverá vigília nos arredores da carceragem. Sabe por quê? O brasileiro que quer vencer honestamente – a maioria – não tem bandido de estimação. O Brasil está ficando livre do PT. Isso já é um avanço!

 O Brasil será governado por um professor!

Já foi. FHC! Agora será governado por um capitão.

Nunca!

Voltamos a nos falar depois da vitória. Rs

Não leve para o lado pessoal.

Não sei se falo com fascista

Adeus. Vc é mais um…

Se a minha manifestação de voto é o suficiente para eu merecer este julgamento, não me resta outra saída a não ser lamentar profundamente. E o faço duplamente. Primeiro, porque vc é professora; segundo, por ter convicção de que vc não sabe o que fala.

Adeus!

Kkkkkkkkk

É de rir

Adeusssssssss

Em seguida a diretora me bloqueou no WhatsApp!

Conclusão

Para a nobre diretora nada é necessário para ela me atirar o adjetivo “fascista”. Não importa minha visão sobre a organização do estado. Não importa meu antiestatismo, meu liberalismo, minha recusa a qualquer ente que pretenda substituir o indivíduo. Para ela não importa minha defesa intransigente da democracia, com seus defeitos e virtudes. Segundo o arcabouço teórico da diretora, uma simples declaração de voto num candidato me torna um “fascista”. Nada além disso. Eu poderia até ignorar, não fosse uma professora “mestranda”. Eis o ponto a que chegou nossa educação. Ademais, ela é incapaz de apontar em mais de 400 textos escritos por este escrevinhador, em sete anos, uma miserável passagem capaz de capturar uma explicação que, mesmo de longe, possa sustentar a acusação que me faz. Nada!

Quando li as mensagens da diretora, veio-me de pronto à mente uma passagem, já citada aqui, de SUSSURROS, a história da vida privada na Rússia Stalin, de Orlando Figes, citando Piatakov para o qual:

“Um verdadeiro bolchevique [ou esquerdista qualquer] expulsará prontamente de sua mente ideias nas quais acreditou por anos. Um bolchevique verdadeiro submergiu a tal ponto sua personalidade no coletividade, “o Partido”, que pode fazer o esforço necessário para desligar-se das próprias opiniões e convicções… Ele deve estar pronto para acreditar que preto é branco e que branco é preto, se o Partido exigir”.  

Por fim. Para diretora, Lula é inocente, eu sou fascista. A Venezuela é uma Democracia e os EUA são uma Ditadura. Provavelmente, para ela a privatização das telecomunicações (à qual o PT se opôs) deve ter sido um erro, enquanto apoiar o Regime de Maduro hoje deve ser um acerto. Assim, segundo os critérios com os quais ela julga construir suas “verdades”, sou obrigado a concordar com ela. Afinal, ela já não pensa como um indivíduo, ela é apenas expressão de um ente que se pretende superior. Que pena!

4 Comentários

  1. Galvêas

    Ela está “meio” certa quando diz que o Brasil será presidido por um professor, afinal, Bolsonaro é professor de Educação Física.

  2. INES MARIA COSTA

    Excelente texto! Uma pena uma professora proferir a palavra fascista ao Léo… Parece que não sabe pesquisar! Uma pena!

  3. Buckmisterfulereno

    Cabe um processo heim… $$$$

  4. Rommel Yazegy da Silva

    Excelente o texto e bastante reflexivo. Infelizmente antes do processo de pensamento livre e salutar a professora elencada no texto preferiu utilizar uma manobra doutrinária que a esquerda no Brasil usa e abusa… a simples negação.
    Negar qualquer fato átipico ao seu processo de doutrinação tras ao indivíduo como ser humano a impossibilidade de raciocínio lógico e perspectivo de evolução numa sociedade… é como se tivessemos um professor que trabalha inadivertidamente pela manutenção de dois Status Quo, o social e o psicológico.
    Lamentável que o 1° instrumento de mudança e evolução precise estar apto a receber, processar e dinamizar aplicando informações para iniciarmos um processo de mudança interna e depois social… coisa impossível de acontecer quando se nega a informação pela simples arte de excluir qualquer tipo de possibilidade de reflexão e mudança, ainda mais advindo de um profissional do saber sistematizado. Triste ver para onde caminhamos ou estagnamos!!!

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